terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Metro: Deputados Municipais do PS requerem Assembleia Municipal Extraordinária

Em reunião do dia 6 de Dezembro, os Deputados Municipais da bancada do Partido Socialista desencadearam a iniciativa de promover uma Assembleia Municipal Extraordinária com a finalidade de debater a situação actual no âmbito da Sociedade Metro Mondego. Tendo em conta a extrema gravidade dos desenvolvimentos recentes, foram desenvolvidos contactos para alargar esta iniciativa aos dois grupos políticos com assento na Assembleia Municipal.

No sábado passado a Concelhia de Miranda do Corvo do PS já tinha tomado posição sobre a situação do Metro-Mondego. Com a decisão agora tomada, os Deputados Municipais do PS pretendem que a Assembleia Municipal constitua um fórum de discussão e defesa do Metro Mondego.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

PS (Coimbra) acusa Secretário de Estado de faltar ao respeito a Coimbra

Concelhia socialista lamenta falta de credibilidade do Estado, a propósito da suspensão do projecto do Metro Mondego.

A Concelhia do PS de Coimbra acusou ontem o secretário de Estado dos Transportes, Carlos Correia da Fonseca, de tratar a cidade e a região com «uma desconsideração total» ao suspender o projecto do metropolitano do Mondego.

Num comunicado emitido ontem à tarde, a estrutura presidida por Carlos Cidade considera «inadmissível e uma falta de respeito pela cidade e pela região o facto de o secretário de Estado não falar, há seis meses, com os autarcas directamente envolvidos neste processo».

A Refer ordenou recentemente aos empreiteiros das obras de requalificação em curso na linha, entre Serpins (Lousã) e Alto de S. João (Coimbra), a supressão dos trabalhos relacionados com a plataforma da linha, assentamento de carris e construção da catenária, um investimento que rondaria os 13 milhões de euros.

Desde o início do ano que estavam em curso duas empreitadas superiores a 50 milhões de euros, entre aquelas duas localidades, no âmbito do Sistema de Mobilidade do Mondego, que prevê a instalação de um metro ligeiro de superfície do tipo “tram-train” na Linha da Lousã e na cidade de Coimbra.

Na sequência de uma reunião de urgência realizada no sábado à noite, os socialistas de Coimbra mostraram-se solidários com o presidente da Câmara Municipal da Lousã, Fernando Carvalho, que na sexta-feira reclamou a demissão do secretário de Estado dos Transportes.

PS avança proposta
O comunicado do PS salienta que «este processo encerra um problema grave de credibilidade do Estado, pois o mesmo Governo que, há um ano, mandou avançar com as obras, vem agora mandar parar e, entretanto, já se gastaram 90 milhões de euros, pelo que, inventar qualquer outra solução não tem qualquer sentido».

«Se dúvidas houvesse sobre este projecto, elas deveriam ter sido colocadas há pelo menos mais de dez anos. Pelo que, não é este o momento, apesar das dificuldades, para decidir nesse sentido», lê-se no documento.

O PS de Coimbra propõe, «com base em razões técnicas fundamentadas», que a construção da linha da Lousã até S. José «possa ser faseada em três anos, distribuindo o investimento sucessivamente: 25 milhões de euros, no primeiro ano, outros 25 milhões, no segundo ano, e no último ano, 40 milhões».

«Com este escalonamento, seria possível chegar a 2013 a operar em S. José; passar para 2015 a zona da Baixa e para 2017 a linha do Hospital», lê-se.Entre as propostas aprovadas, consta o repto ao ministro dos Transportes e Comunicações para que se «manifeste claramente sobre o projecto global do Sistema de Mobilidade do Mondego».

Os socialistas de Coimbra anunciam ainda que vão entregar ao primeiro-ministro um dossier com as propostas devidamente fundamentadas, «quer política, quer tecnicamente, sobre a forma de viabilizar a concretização de um projecto essencial para uma região, para uma cidade, que ultrapassa, em muito, o simples transporte de passageiros».

Por outro lado, a Comissão Política quer envolver todos os deputados eleitos pelo círculo eleitoral de Coimbra do PS, PSD, BE e CDS, «na defesa das propostas» que apresentam.

(DIÁRIO DE COIMBRA, 6 de Dezembro de 2010)

domingo, 5 de dezembro de 2010

Miranda merece e exige respeito

Numa reunião extraordinária do Secretariado da Concelhia de Miranda do Corvo do Partido Socialista, realizada no Sábado para debater a actual situação do Metro-Mondego e onde participaram autarcas eleitos pelo PS, entre os quais o Presidente da Assembleia Municipal, foi aprovada a seguinte tomada de posição:

1. O Projecto do Metro Mondego constitui um elemento determinante para o desenvolvimento dos municípios de Miranda do Corvo, Coimbra e Lousã. A sua concretização, ao contribuir para a melhoria das acessibilidades, irá viabilizar novas actividades económicas, geradoras de maior riqueza e bem-estar social, e promover o desenvolvimento sustentável dos municípios envolvidos;

2. A partir do momento em que se iniciaram as obras e foi destruída a linha existente, já em pleno cenário de crise, o Estado assumiu perante os cidadãos dos três concelhos um compromisso que deve honrar. O Estado tem de ser uma entidade que assegure confiança, não podendo faltar à palavra dada, sob pena de perder a credibilidade;

3. Perante os desenvolvimentos dos últimos meses e a recente decisão de suprimir os trabalhos em curso na via-férrea e catenária, o PS Miranda do Corvo, na defesa intransigente dos interesses de todos os Mirandenses e do Município de Miranda do Corvo, associa-se à Câmara Municipal da Lousã que tomou a iniciativa de exigir a demissão do Secretário de Estado dos Transportes;

4. A intenção do Estado de não realizar os trabalhos na via-férrea e catenária representa um desrespeito pelos habitantes de Miranda do Corvo, Lousã e Coimbra, um inexplicável abandono de compromissos assumidos e um grande desperdício em termos de investimento público já realizado;

5. O PS Miranda alerta para o facto de que não está em causa uma suspensão dos trabalhos mas sim a intenção de suprimir e não realizar os trabalhos na via-férrea e catenária num valor que ascende a mais de 13 milhões de euros. O Estado não cumpre assim com a palavra dada, o que se traduz num ataque sem precedentes ao desenvolvimento dos Municípios de Miranda do Corvo, Lousã e Coimbra;

6. Tendo em conta que a REFER está vocacionada para a gestão de infra-estruturas ferroviárias, não se vislumbra como poderá esta vir a salvaguardar a promoção do objecto social da Metro-Mondego e assegurar a exploração do sistema, tal como previsto no Orçamento de Estado para 2011. A missão de explorar o sistema poderia eventualmente ser confiada à CP, mas nunca à REFER que apenas gere a infra-estrutura;

7. As obras que estavam em curso, que se exige que continuem, visam a substituição de um sistema que estava a funcionar há mais de um século, não podendo, por isso, ser encaradas como uma qualquer obra nova que pode ser suspensa ou adiada, mesmo que por motivos de força maior. Está em causa um serviço que afecta diariamente a vida de milhares de cidadãos, do qual não podem ficar privados por tempo indeterminado;

8. Aguarda-se com expectativa o resultado da votação do Projecto de Recomendação apresentado na Assembleia da República pelo BE e que visa recomendar ao Governo a continuidade das obras e corrigir a grave injustiça praticada. Na hora da votação irá ficar a conhecer-se a posição de todos os partidos com assento na Assembleia da República e, nomeadamente, a dos Deputados eleitos pelo círculo de Coimbra;

9. As populações de Miranda do Corvo, Lousã e Coimbra merecem respeito. O Governo, através do Ministério da tutela, deve, duma vez por todas, acabar com o silêncio e clarificar o que efectivamente pretende fazer;

10. É crucial que os responsáveis políticos dos três Municípios, os líderes políticos distritais e concelhios de todos os partidos e a sociedade em geral, se unam e lutem todos em conjunto para reivindicar que o Estado cumpra com a palavra dada. Nesse sentido, o PS Miranda sugere que, de imediato, os Municípios de Miranda do Corvo e de Coimbra se associem à Câmara da Lousã na intenção de exigir a demissão do Secretário de Estado e de recorrer à via judicial para impedir a supressão dos trabalhos;

11. O PS Miranda do Corvo apela a todos os Mirandenses para que se associem e participem activamente em todas as acções que sejam levadas a cabo com o objectivo de defender intransigentemente a concretização do projecto;

12. Perante alguns sinais de que poderá haver intenção da REFER de reduzir de forma significativa o número de autocarros que actualmente asseguram os transportes alternativos, exige-se que o serviço de transportes alternativos se mantenha em funcionamento sem qualquer alteração;

13. Tendo em conta o absolutamente excepcional interesse estratégico do projecto e os avassaladores prejuízos que a sua suspensão acarretaria, o PS Miranda espera que o Governo, em conjunto com os Municípios envolvidos, encontre rapidamente uma solução adequada, credível e que não atrase ainda mais o projecto;

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Na sequência da reunião de Sábado e atendendo à gravidade da situação, a Direcção do Grupo de Deputados do Partido Socialista, convocou para amanhã uma reunião plenária dos Deputados Municipais, que integra os Presidentes das Juntas de Freguesia eleitos pelo PS, e onde irão participar também os Vereadores do PS. Na reunião será debatida a situação e apreciada e votada uma proposta para requerer a realização duma Assembleia Municipal Extraordinária com o objectivo de debater toda a conjuntura relacionada com o Metro-Mondego.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Câmara da Lousã exige demissão do Secretário de Estado dos Transportes

Para o presidente da Câmara, Fernando Carvalho, “chegou a altura de tomar decisões”. A paciência esgotou e a Lousã diz “basta” ao silêncio de Carlos Correia da Fonseca.

O executivo municipal da Lousã aprovou ontem, por unanimidade, uma proposta para a Câmara recorrer «à via judicial, visando impedir a supressão dos trabalhos da via-férrea anunciados pela Refer». Por outro lado, no mesmo documento, a Câmara Municipal exige «a demissão do secretário de Estado dos Transportes», Carlos Correia da Fonseca, «em virtude das sucessivas decisões causadoras de graves prejuízos para os lousanenses e para o concelho».

A proposta veio do presidente da Câmara da Lousã, Fernando Carvalho e foi apresentada na reunião do executivo, que contou com a presença de todos os vereadores, bem como do vice-presidente da autarquia, Luís Antunes.

O executivo justifica a sua posição atendendo às últimas notícias relativamente ao projecto metro, que dão conta da supressão dos trabalhos de especialidade de via-férrea e catenária. «Entendemos que a forma como o senhor secretário de Estado dos Transportes tem conduzido o processo se revela totalmente desadequada», refere a proposta, avançando que tal postura «constitui um desrespeito para com os lousanenses e uma afronta pessoal e institucional para com os legítimos representantes e interesses do concelho, pondo em causa a concretização de um projecto de grande importância e que foi assumido e consignado pelo respectivo governante».

“Exigimos respeito”
Ao nosso jornal o presidente da Câmara da Lousã afirmou, peremptoriamente, que «chegou a altura de tomar decisões».

«Há uma altura em que temos de dizer basta a estas sucessivas desconsiderações», arguiu Fernando Carvalho, aludindo ao silêncio do secretário de Estado dos Transportes sobre o futuro do metro, bem como às duas assembleias-gerais da Metro Mondego a que o Estado, sócio maioritário da, entretanto, extinta sociedade, faltou sem aviso prévio.

Note-se que a Câmara da Lousã tem sido, de entre as três autarquias envolvidas no processo, a que se tem mantido mais reservada nos comentários dirigidos ao Governo, desde que começaram a surgir as primeiras notícias que punham em causa a conclusão do projecto. No entanto é a primeira a optar pelas vias legais para impedir o fim de um projecto que a região já aguarda há mais de duas décadas.

Ao Diário de Coimbra, Fernando Carvalho explicou que a Lousã “não atirou a primeira pedra”, por compreender que «estes processos têm a sua maturação». «As pessoas podem tomar decisões, mas efectivamente este é um país democrático, não é nenhuma ditadura», defendeu o autarca, completando que «como do outro lado há um silêncio ensurdecedor, a determinada altura temos de tomar decisões».

Em suma, é uma exigência de respeito. «Não é admissível que representantes do Governo de Portugal tenham esta atitude, estão a lidar com uma Câmara Municipal, com um presidente que é eleito, exigimos que haja respeito», concluiu o autarca.

Recorde-se que ainda esta semana o edil havia criticado o comportamento do secretário de Estado, que considerou «vergonhoso», quando se tornou pública a decisão de suprimir os trabalhos relacionados com a via-férrea e catenária.
(Diário de Coimbra, 4 de Dezembro de 2010)

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Reunião extraordinária para debater situação do metro

O Presidente da Concelhia, Miguel Baptista, convocou para amanhã, Sábado, 4 de Dezembro, às 18:30, uma reunião extraordinária do Secretariado do PS/Miranda e onde será debatida a situação do Metro Mondego.

A reunião, convocada com carácter de urgência devido aos recentes desenvolvimentos, contará com a presença do Presidente da Assembleia Municipal, Mário Ricardo Lopes, e dos Presidentes de Junta de Freguesia, Vereadores e Deputados Municipais eleitos pelo PS.

Metro: Câmara da Lousã (PS) exige demissão do Secretário de Estado dos Transportes

A Câmara Municipal da Lousã, presidia pelo socialista Fernando Carvalho, vai exigir a demissão do secretário de Estado dos Transportes, Carlos Correia da Fonseca.

A decisão, unânime, foi aprovada hoje pelos vereadores do PS e PSD, na reunião do executivo e tem por base a indefinição sobre o futuro do projecto do Sistema de Mobilidade do Mondego.

Para além de exigir a demissão do secretário da tutela dos Transportes, o Município pretende recorrer aos tribunais para cancelar a decisão de suspensão dos trabalhos de via férrea no ramal da Lousã, apurou o “Campeão”.

“Conduta inadequada, desrespeito pelos lousanenses e prejuízos causados ao concelho” são os argumentos que sustentam esta tomada de posição.

(FONTE: Campeão das Províncias, 3 de Dezembro de 2010)

De “Vacances” pois… mais uma vez!


A Senhora Presidente da Câmara Municipal está mais uma vez de férias. Criticava amiúde as ausências dos executivos anteriores, mesmo sem qualquer razão, mas não faz outra coisa senão estar ausente do Concelho.

Sabemos que há pessoas que são mais afoitas a passear, fazer fotografias, veranear, passar bem a vida e gastar o que vão ganhando a montes, e agora, que até se está no último mandato a coisa até pode correr melhor.

Mas o problema é que o Concelho não pára, e, pese embora o infeliz encerramento e a deslocalização das empresas do nosso Concelho, como por exemplo a Gracarnes para Vila Nova de Poiares, a Senhora Presidente continua a passear-se para outros Continentes, e os Mirandenses que se acomodem da melhor forma.

Devia estar cá mais vezes a defender melhor os Mirandenses, sobretudo agora que foi desferido um violento ataque ao projecto Metro-Modego.

Primeiro não queria o Metro. Depois, passou a querer desde que o seu marido foi para administrador da Metro-Mondego a ganhar as suas belas senhas de presença nas reuniões no valor de quase 10.000 euros por ano. Agora, nesta altura crítica, que devia estar cá para defender com unhas e dentes o projecto Metro-Mondego ou uma ligação digna a Coimbra, está uma semana de “Vacances” no Brasil.

É isto que os Mirandenses têm. Ainda bem que já temos internet e telemóveis, porque senão seria ainda pior. É a chamada gestão à distância.

Bem enganados foram os Mirandenses. E já caíram por três vezes.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Balanço de um ano de mandato da Junta de Freguesia de Lamas


Teresa Dias (Tesoureira), Luís Isabel (Secretário) e João Caetano (Presidente)

Após um ano de mandato, o executivo da Junta de Freguesia de Lamas faz o balanço do trabalho realizado. Numa política de aproximação aos cidadãos, temos vindo a ouvir cada vez mais as pessoas, procurando satisfazer as necessidades da comunidade.

Dada a importância da vitivinicultura para a Freguesia, rectificamos vários quilómetros de estradas agrícolas, de valetas e colocámos manilhas em pontos críticos para o bom escoamento das águas.

Temos colaborado com a comunidade escolar nas diversas actividades. Somos parceiros no projecto Eco-Escolas, ao nível do qual foi conseguida a distinção máxima, o galardão verde.

Na festa das Vindimas foram convidados a participar desfilando no cortejo e fazendo um Eco-Desfile, tendo sido um grande sucesso e proporcionando experiências únicas e enriquecedoras.

Patrocinámos uma visita de estudo ao Oceanário em Lisboa e temos apoiado sempre a comunidade escolar para dar um futuro melhor aos homens e mulheres de amanhã.

Colaborámos com a população, associações e comunidade escolar no projecto Limpar Portugal, tendo sido retiradas toneladas de lixo da floresta da Freguesia.

Temos vindo a apoiar as diversas colectividades e comissões de festas da freguesia na realização das suas actividades.

Contratámos um funcionário através de um programa do Instituto do Emprego e Formação Profissional, para que possamos prestar um melhor serviço à nossa Freguesia.

Adquirimos uma carrinha Pick-Up 4x4, para uma maior facilidade e eficácia na execução de diversas tarefas da responsabilidade da Junta de Freguesia.

Proporcionámos um dia diferente à população idosa da nossa Freguesia, através de uma visita a Vila Velha de Ródão, Marvão e Castelo de Vide, integrando um passeio de barco às Portas de Ródão.

Através de um protocolo com uma empresa de contabilidade da freguesia, apoiámos o preenchimento do Modelo de IRS.

Temos estreitado a colaboração com os Bombeiros Voluntários de Miranda do Corvo, no sentido de melhorar o serviço de apoio à comunidade.

A gestão do Cemitério tem merecido a nossa atenção, pelo que procedemos ao seu levantamento topográfico e à informatização do livro de registos. Sofreu ainda pequenas intervenções que são importantes para que este espaço se mantenha limpo e cuidado.

Foi colocada uma paragem de autocarro, no lugar das Cerdeiras, em colaboração com a Câmara Municipal. Junto da empresa responsável, foram tomadas as medidas necessárias para que as carreiras passassem a ser feitas dentro do lugar, proporcionando assim uma maior comodidade às pessoas que utilizam este meio de transporte.

A Paragem do Vale da Gateira foi requalificada, com a colocação de um novo telhado e pintura das suas paredes.

Nos lugares de Cerdeiras e Casais de São de Clemente foram construídos vários metros de valetas em cimento, com a colaboração da Câmara Municipal.

A edição deste ano da Festa das Vindimas foi um grande sucesso, dado o enorme empenho e colaboração das diversas colectividades da Freguesia, da comunidade escolar, bem como da população em geral.

A obra do IC3 está em marcha e é de extrema importância para o desenvolvimento sócio económico da Freguesia, pelo que esta Junta tem colaborado sempre que necessário, tendo em vista um bom andamento dos trabalhos. Esta é uma obra que requer uma visão de futuro.

Um ano depois, sentimos que estamos no bom caminho.
Pela Freguesia de LAMAS, com TRABALHO e DEDICAÇÃO.


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A Junta de Freguesia de Lamas, dando continuidade à equipa socialista anterior, tem desenvolvido um trabalho muito positivo e orientado para o bem-estar de todos os habitantes da freguesia de Lamas.

Para estar informado sobre a actividade desenvolvida pela Junta de Freguesia de Lamas queira consultar o seu site: http://www.freguesiadelamas.eu/

terça-feira, 30 de novembro de 2010

República diminuída...


Jorge Cosme

Quase todos os concelhos têm uma rua, avenida ou Praça da República.

Miranda do Corvo passou a ter, em 5 de Outubro deste ano, junto à Avenida das Moitas também uma, que foi pomposamente inaugurada, com placa bem recheada de nomes, pela Sra. Presidente da Câmara Municipal e pelo presidente das festas, o seu marido.

Adquirido o terreno para construção da Praça, depressa se iniciaram as obras de modo a ser possível a inauguração a 5 de Outubro, data marcante de centenário.

Mas não fosse a pequenez da praça em causa, e a localização (sabe-se lá porquê ali), bem como a dimensão do busto da República, encimando um pedestal bem maior, e tudo estava certo.

De facto qualquer cidadão republicano só pode ficar chocado com a pequenez da praça e do busto, e ficando apenas a interrogação: a quem de facto beneficiou a construção que parece (?) que só foi mesmo grande no preço?

Miranda tem destas coisas bem sabemos, mas nos últimos anos têm sido demais. O olhar enviesado de alguns responsáveis leva a que a distribuição não seja igualitária em todo o concelho, criando as desigualdades que a República não aprova.

Convém estarmos todos atentos, porque afinal em tempo de crise só se poupa nalguns sítios, enquanto noutros se esbanja.

Aspecto geral da "Praça"

Pormenor do "monumento"

"Tivemos a sorte de ter um Sebastião em Miranda"

"Os socialistas recordaram Sebastião da Cruz Lopes, numa homenagem que transcendeu o partido e deambulou pelas facetas de um homem que viveu para Miranda." (Diário de Coimbra, 26/11/2010)

Pode consultar AQUI a notícia publicada no Diário de Coimbra, na edição de 26 de Novembro, sobre a homenagem prestada a Sebastião da Cruz Lopes.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Grande convívio da família socialista em Semide



Decorreu no passado sábado, dia 27 de Novembro, mais um convívio da família socialista de Miranda do Corvo. O encontro realizou-se no pavilhão multiusos de Semide, tendo-se revelado mais um enorme sucesso.

Nem o muito frio que se fazia sentir, nem o jogo de Futebol Sporting Porto, impediram a presença de mais de centena e meia de militantes e simpatizantes, em mais uma clara demonstração de vitalidade da concelhia de Miranda do Corvo do Partido Socialista.

A festa contou com a presença do recém-eleito presidente da Federação, Mário Ruivo, entre vários outros representantes da distrital socialista, um sinal de apoio e reconhecimento pelo trabalho realizado, como aliás fez questão de salientar o presidente federativo no seu discurso.

O presidente da concelhia, Miguel Baptista, aproveitou a ocasião para reafirmar o empenho na luta pela defesa do Metro Mondego e do IC3, duas obras estruturantes e fundamentais para o concelho de Miranda do Corvo.

Miguel Baptista alertou o Presidente da Federação para a necessidade de serem concluidas as obras de requalificação do Mosteiro de Semide e apelou ainda para que colabore na resolução do problema da falta de médicos na extensão de saúde de Semide.

O presidente da concelhia foi ainda claro ao demonstrar o seu desacordo com as recentes opções tomadas pelo executivo do PSD, nomeadamente o projecto da Casa das Artes, esquecendo obras essenciais, como por exemplo o saneamento em muitas localidades do concelho e especialmente da freguesia de Semide, onde discursava.

Por fim, não se coibiu de lançar um alerta aos presentes, referindo que a matriz social e solidária que preside à fundação do partido está bem presente e será mais importante do que nunca, pelo que na discussão do Orçamento que se avizinha, para o qual o Partido Socialista contribuiu positivamente, apresentando propostas que espera ver consideradas, os socialistas não estão na disposição de viabilizar um Orçamento focado em faraónicas obras de puro luxo e que não tenha em conta os tempos difíceis que as famílias enfrentam.


Mário Ruivo

Miguel Baptista

Anabela Carvalho

Veja AQUI todas as fotos.

Rio de Vide apostou na requalificação de espaços



O Diário de Coimbra noticiou o balanço do primeiro ano de mandato da Junta de Freguesia de Rio de Vide.

Pode consultar AQUI o artigo publicado no jornal.

A Junta de Freguesia de Rio de Vide, dando continuidade à equipa socialista anterior, tem desenvolvido um trabalho muito positivo e orientado para o bem-estar de todos os habitantes da freguesia.

Para estar informado sobre a actividade desenvolvida pela Junta de Freguesia de Rio de Vide queira consultar o seu site: http://www.freguesiaderiovide.pt/

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Socialistas prestaram homenagem a Sebastião da Cruz Lopes


Foi num ambiente cheio de emoção que decorreu hoje a homenagem a Sebastião da Cruz Lopes, por ocasião do décimo aniverssário da sua "partida".

Por ser dia de trabalho, alguns amigos de sempre não puderam marcar presença nesta iniciativa simples, mas cheia de significado para todos aqueles que privaram com Sebastião.

No acto foi lançada a ideia de ser promovida a edição da "Biografia de Sebastião da Cruz Lopes", uma forma de perpetuar a vida e obra do saudoso socialista e mirandense.

De entre as muitas intervenções feitas no decorrer da homenagem, um dos amigos disse que "estavam ali porque, tal como Sebastião, continuavam a acreditar que é possível construir um mundo melhor", e que "enquanto homens e mulheres livres, continuavam a ter liberdade de sonhar".

De seguida dedicou a Sebastião uma passagem da obra “O Poder dos Sonhos” de Luís Sepúlveda, dizendo que acreditavam “que não há sonho mais belo do que o de um mundo onde o pilar fundamental da existência seja a fraternidade, onde as relações humanas sejam sustentadas pela solidariedade, um mundo onde todos compartilhemos da necessidade de justiça social e actuemos com coerência."

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Nota: O Diário de Coimbra noticiou, na sua edição de 25 de Novembro a intenção dos socialistas prestarem homenagem a Sebastião da Cruz Lopes.

Poderá consultar AQUI a notícia publicada no jornal.

Reviver Sebastião da Cruz Lopes

Sebastião foi um homem que viveu para Miranda. Desde muito novo que começou por ser um colaborador activo das suas Associações. Pessoa afável, bem-humorada e sempre disponível tornaram Sebastião uma presença quase obrigatória em todas a iniciativas que iam acontecendo em Miranda.

Ao Mirandense, aos Bombeiros, ao Grupo Recreativo e a tantas outras Associações de Miranda sempre respondeu presente quando dele necessitaram.

Sebastião era um inconformado. Nascido no tempo da ditadura de Salazar, cedo viu as dificuldades que as pessoas sentiam no seu dia-a-dia.

O seu lado humanista falou mais alto tornando-o crítico do regime instalado. Com o aparecimento do movimento de apoio a Humberto Delgado para Presidente da República, Sebastião viu a oportunidade de mudança, apoiou o movimento com todo o seu entusiasmo, participando em comícios onde chegou a usar da palavra.

Chegou o 25 de Abril e com ele a esperança de mudança que todos ansiavam. Sebastião não fugiu à regra. Democrata convicto recebe o acontecimento de braços abertos.

Aceitou fazer parte da comissão administrativa que ficou a gerir os destinos da Câmara Municipal. Acompanhado por um pequeno grupo de camaradas filia-se no Partido Socialista criando assim a secção de Miranda do Corvo.

A sua residência e o estabelecimento da família, o conhecido Café Dueça, foram a primeira sede local do Partido.

Com o apoio de um pequeno grupo de militantes trata de organizar a secção e aumentar o número de militantes e simpatizantes. Na vila o entusiasmo é grande, mas nas aldeias mais distantes ainda prevalece o medo. Mas Sebastião não esmorece.

O seu entusiasmo e militância contagiam todos os que o acompanham. Pouco a pouco, o Partido vai-se implantando por todo o concelho, ganha dinâmica e nas primeiras eleições consegue uma vitória esmagadora.

Mas Sebastião, que foi o grande obreiro da onda Socialista que assolou o nosso concelho e se mantém até hoje, continua com a humildade de sempre e a serenidade que dá o sentimento do dever cumprido.

E sempre assim se manteve. Serviu o Partido Socialista até à sua morte sem nada reclamar para si. E quando algumas vezes lhe perguntaram se tinha preferência por algum lugar nas listas de candidatos para a Autarquia, a sua resposta foi sempre a mesma “qualquer lugar me serve, quero apenas ajudar.

Era assim Sebastião. Conhecedor profundo da sua Miranda, a sua alegria era servi-la, à sua gente, às suas instituições sem nada reclamar. Amigo de todos sem distinguir crenças religiosas ou políticas, Sebastião serviu sem se servir. Outros tempos, outras vontades.

(Joaquim Godinho Soares, Sebastião N.º 1, Novembro de 2008)

Café Dueça

A pé, ou de bicicleta, a adolescência obrigava-nos a mexer, a deambular pelo concelho e pelas redondezas, arranjar e contactar amigos eram objectivos sempre presentes.

Nesses tempos já distantes, de sonho e inquietação, havia contudo dois locais que nos marcaram. Numa época de repressão, de miséria e num país sem futuro, eram sítios de leitura e diálogo, também de sonho e de crença noutro mundo melhor.

Um chamava-se Biblioteca Itinerante da Fundação Calouste Gulbenkian que percorria quase todas as aldeias do concelho, apesar de acessos quase intransitáveis.

Dentro dela viajavam dois amigos, que ficaram sempre na memória e no coração, o António e o Professor Seixas. Além dos livros, havia a simpatia e a palavra amiga, o aconselhamento na leitura.

Mais tarde percebi que aquela viatura transportava armas mortíferas contra o regime fascista e tirano, era todo um arsenal de informação, conhecimento e cultura, que os tentáculos do ditador dificilmente penetravam.

O outro local, todos o referiam simplesmente como Dueça. Não era propriamente um café, mas antes uma espécie de centro cívico. Por lá passavam os que desejavam trocar a palavra e ter informação não afecta ao regime.

O jornal “A República”, do nosso querido Raul Rego, passava de mesa em mesa, de mão em mão. Revezavam-se os três irmãos, no atendimento aos clientes mas também e sobretudo na troca de ideias e, apesar dos perigos, na crítica em surdina mas contundente.

Um dos irmãos, o mais jovem, destacava-se pela sua energia e participação nas iniciativas da oposição à ditadura. Por outro lado a sua prática diária era já o exemplo do que deveria ser uma sociedade diferente, fraterna e livre. Os analfabetos, ou que mal sabiam ler e escrever, que não eram capazes de tratar dos papéis, também faziam escala no Dueça, e lá estava ele sempre disponível para encaminhar e ajudar.

O nome era conhecido e referenciado pelo regime, como um perigoso elemento subversivo, Sebastião da Cruz Lopes, uma bandeira, um combatente, um amigo querido que há uns tempos atrás deixámos de ver.

A morte faz parte da vida, e só morre verdadeiramente quem não deixa memórias, por isso o Sebastião, como simplesmente era conhecido, continua no coração e na mente daqueles que continuam a ter capacidade de sonhar com uma sociedade diferente, livre, justa e fraterna.

(Nuno Filipe, Sebastião N.º 1, Novembro de 2008)