domingo, 27 de março de 2011

José Sócrates reeleito Secretário-Geral do PS

Nas eleições realizadas no Partido Socialista para Secretário-Geral e Delegados ao XVII Congresso Nacional, José Sócrates foi reeleito para novo mandato com 93,3% dos votos.

Os resultados globais foram os seguintes:

Eleição para Secretário-Geral:
- José Sócrates, 26.713 votos (93,3%)
- Jacinto Serrão, 954 votos (3,33%)
- Fonseca Ferreira, 728 votos (2,54%)
- António Brotas, 257 votos (0,9%)
- Votos Brancos, 390 (1,34%)
- Votos Nulos, 99 (0,34%)

Eleição para Delegados ao XVII Congresso:
- José Sócrates, 1742 Delegados
- Jacinto Serrão, 52 Delegados
- Fonseca Ferreira, 34 Delegados
- António Brotas, 6 Delegados

Resultados em Miranda do Corvo:

Eleição para Secretário-Geral:
- José Sócrates, 49 votos (89,1%)
- Jacinto Serrão, 4 votos (7,3%)
- Fonseca Ferreira, 0 votos (0,0%)
- António Brotas, 0 votos (0,0%)
- Votos Brancos, 2 (3,6%)
- Votos Nulos, 0 (0,0%)

Eleição para Delegados ao XVII Congresso:
- José Sócrates, 3 Delegados (Miguel Baptista, Jorge Cosme e Ana Gouveia)
- Jacinto Serrão, 0 Delegados
- Fonseca Ferreira, 0 Delegados
- António Brotas, 0 Delegados

quinta-feira, 24 de março de 2011

"Agora como sempre, confio nos Portugueses e no seu julgamento. Agora como sempre, confio em Portugal"

Declaração de José Sócrates ao país(23/03/2011)

Consulte AQUI o vídeo.


Portugueses:

Hoje, todos os partidos da Oposição rejeitaram as medidas que o Governo propôs para evitar que Portugal tivesse de recorrer a um programa de assistência financeira externa. Fizeram-no sem apresentar qualquer alternativa a essas medidas de consolidação orçamental. Fizeram-no recusando qualquer negociação, qualquer compromisso, qualquer espaço para o diálogo político. De forma consciente, a Oposição retirou ao Governo todas as condições para continuar a governar. Em consequência apresentei ao Senhor Presidente da República a demissão do cargo de Primeiro-Ministro. Tenho consciência da seriedade desta situação e quero, por isso, dirigir-me aos portugueses.

Desde há vários meses que tenho lutado por um propósito que considero absolutamente fundamental: proteger o País da necessidade de recorrer a um programa de ajuda externa para que Portugal não ficasse na situação da Grécia e da Irlanda.

Sempre alertei para as consequências profundamente negativas de um programa de ajuda externa. Sei bem o que isso significa.

Em primeiro lugar, esse programa tem consequências profundamente negativas para a imagem, para o prestígio e para a reputação nacional. Há toda a diferença entre um país que se propõe resolver os seus próprios problemas e um país que tem de recorrer à ajuda externa para acudir aos problemas que não consegue resolver.

Em segundo lugar, um programa de ajuda externa tem consequências profundamente negativas para as pessoas, para as famílias e para as empresas. Basta ver o que se passa com os países que recorreram a essa intervenção para compreender que ela impõe medidas muito mais duras de austeridade e contenção.

Por isso, e até ao último minuto, mantive total disponibilidade para dialogar com todos e para negociar os ajustamentos que fossem precisos para a verificação de um consenso que salvaguardasse o interesse nacional. Ao longo destes dias, fiz inúmeros apelos à responsabilidade e pedi a todos que pensassem duas vezes no que iam fazer. Lamento que tenha sido o único a fazer esse apelo; e lamento ainda mais que nenhuma força política tenha respondido a esse apelo.

O programa que Portugal apresentou colheu o apoio inequívoco da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu e dos nossos parceiros da zona euro. Lamento que esse apoio tenha sido agora deitado por terra. E lamento que o tenha sido por mero calculismo político. Porque uma única razão explica esta crise: a sofreguidão pelo poder, a impaciência pelo poder.

Quando o programa de consolidação é apoiado pelas instituições europeias, há quem faça tudo para destruir essa vitória. Quando o Estado português precisa de ter uma voz forte na Cimeira Europeia, há quem não hesite em enfraquecer irremediavelmente as instituições portuguesas. Quando o interesse nacional deveria estar acima de qualquer outro interesse, há quem não hesite em colocar o interesse político-partidário acima do interesse nacional.

Esta atitude de obstrução à acção do Governo não é nova. Pelo contrário, fez-se sentir desde o início das funções do Governo. Um Governo que, quero recordar, está em funções em resultado da única fonte de legitimidade das democracias: a vontade popular. E as forças de Oposição que hoje rejeitaram o PEC são as mesmas forças que nunca se dispuseram a partilhar as responsabilidades da governação – e que, verdadeiramente, nunca se conformaram com a vontade que o povo exprimiu nas últimas eleições.

Mas, hoje, no Parlamento, a obstrução foi levada a um limite que é intolerável. Já não se trata de obstruir a acção do Governo, trata-se de bloquear o País.

Esta crise política era evitável – bastava haver espírito de diálogo. Esta crise era desnecessária – visto que nem sequer havia qualquer imposição legal de votação do PEC. Esta crise é totalmente inoportuna, provocada no pior dos momentos, a um dia de uma Cimeira que é decisiva para Portugal e para a Europa.

Pode haver quem pense que hoje obteve uma vitória no jogo político. Estreiteza de vistas! Quem assim pensa não está a olhar para o essencial. O que se passou hoje não tem a ver comigo, não tem a ver com o Governo, tem a ver com o País. E, hoje, estou convencido, o País perdeu, não ganhou. Hoje, acrescentou-se às dificuldades económicas a instabilidade política. Hoje, a irresponsabilidade triunfou sobre o sentido de Estado. Hoje, a recuperação da economia e o bem-estar das famílias ficaram reféns do calculismo político mais imediato.

E quero ser claro: esta crise política, neste momento, tem consequências gravíssimas sobre a confiança que Portugal precisa de ter junto das instituições e dos mercados financeiros. E, por isso, os que a provocaram, sem qualquer fundamento sério e sem alternativas, são responsáveis pelas suas consequências.

Pela minha parte, sinto que estou a cumprir o meu dever. Apresentei as medidas difíceis e exigentes que considerei necessárias para que o País pudesse superar a actual crise das dívidas soberanas. E fi-lo com uma única preocupação no meu espírito: defender o que entendo ser o interesse nacional, proteger o País da necessidade de recurso a ajuda externa.

Mas quero dizer aos portugueses que o País não ficou sem Governo. Que podem contar com a mesma atitude e com o mesmo sentido institucional de sempre. O Governo cumprirá totalmente o seu dever, dentro das competências que são próprias de um Governo de gestão, com a consciência da gravidade da situação para que o país acaba de ser atirado. A crise política só pode ser resolvida pela decisão soberana dos Portugueses. Com a determinação de sempre e a mesma vontade de servir o meu País, irei submeter-me a essa decisão.

Muita gente, ao longo de seis anos de exercício das funções de Primeiro-Ministro, me acusou de ser excessivamente voluntarioso ou excessivamente optimista. Deixo esse julgamento a outros. O que sei é que tenho confiança na energia, na vontade e na capacidade dos Portugueses.

Vivemos tempos difíceis, mas saberemos vencê-los. Fomos arrastados para a instabilidade, mas saberemos superá-la. A ansiedade pelo poder levou alguns a pôr em causa o interesse nacional, mas saberemos defendê-lo.

Sejamos, pois, claros. Uma coligação negativa, de forças que nada mais une a não ser a vontade de abrir uma crise política, impôs a demissão do Governo, porque lhe retirou as condições mínimas para a governação exigente que temos pela frente.

Esta crise acontece no pior dos momentos para Portugal. Mas os Portugueses saberão dar-lhe resposta. Com mais dificuldade, com mais trabalho, mas com a mesma determinação de sempre. Agora como sempre, confio nos Portugueses e no seu julgamento. Agora como sempre, confio em Portugal.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Um apelo angustiado - Mário Soares

Há razões para admitir que a próxima Cimeira da União Europeia, que se realizará em Bruxelas, nos dias 24 e 25, quinta e sexta-feira, vai ser decisiva para o futuro da Europa e do euro. A agenda, pelo menos, é indiscutivelmente importante e se for cumprida, como se espera, representará um passo em frente no projecto europeu, há tantos meses paralisado.

Com efeito, para além dos problemas da actualidade, como: a tragédia que vive o Japão e que merece toda a solidariedade internacional possível, depois do sismo e do tsunami que arrasaram cidades inteiras e dos perigos subsequentes, resultantes da proliferação das partículas nucleares, dada a explosão de várias centrais atómicas; e do genocídio intolerável a que tem estado a ser sujeita a população da Líbia, pela acção do ditador Kadhafi e dos seus mercenários, ter sido in extremis parada pela condenação do Conselho de Segurança da ONU e a consequente intervenção aéreo-militar dos Estados Unidos e de alguns países europeus, como a França.

Assim, para além destas - e outras - questões de actualidade, a agenda europeia, da próxima Cimeira de Bruxelas, irá debater: a reforma do Governo Económico da União Europeia; o reforço do pilar euro, mediante a criação de um Pacto sobre o euro; a criação dos mecanismos de estabilidade financeira, com capacidade para valer aos países europeus em crise, como é o caso português e outros; e, finalmente, definir uma estratégia europeia para o crescimento do emprego, sem o que cairão na recessão, criando planos nacionais, para os Estados membros do euro. Temas estes da maior importância para a União, que demonstram que os grandes líderes, como a Alemanha, a França e outros, começam a compreender que alguma coisa tem efectivamente de mudar.

Sabemos que a esmagadora maioria dos Estados da União têm Governos conservadores, alguns ultra-reacionários, com uma cultura neoliberal e economicista. Mas a força da realidade - e da crise, que está longe de ter passado - tem muito peso. Contudo, não há países a querer desertar da Zona Euro. Pelo contrário, alguns Estados, como a Polónia e a Hungria, entre outros, querem integrar-se, quanto antes, na Zona Euro e estão em curso negociações nesse sentido.

Imaginem pois os leitores que é neste momento, tão decisivo para a União - e consequentemente para Portugal -, e depois da reunião polémica que o primeiro-ministro Sócrates teve no dia 12 em Bruxelas, onde realmente conseguiu algumas garantias públicas das instituições europeias e da própria chanceler Merkel, que se desencadeou uma guerrilha partidária à portuguesa, que parece conduzir à queda do Governo e, portanto, a um vazio de poder, por dois ou três meses, precisamente quando o nosso próximo futuro se vai jogar. Com que autoridade, para negociar vantagens para Portugal, se irá apresentar em Bruxelas o primeiro-ministro português?

Não interessa agora discutir, do meu ponto de vista, a quem cabem as culpas do impasse criado. Quando há conflitos partidários, geralmente, as culpas são quase sempre, mais ou menos, repartidas. Vamos, de resto, ouvir, na campanha eleitoral que, ao que parece, infelizmente, se vai abrir, essa discussão interminável. Para quê? Talvez, para não termos tempo de tratar do essencial, o problema que mais aflige o Povo Português: como sair da crise, financeira e económica, em que estamos mergulhados? Será sensato, assim, sejam de quem forem as culpas, acrescentar-lhe uma crise política? Será que alguém pensa, em consciência, que a nossa situação vai melhorar, por ignorarmos durante mais de dois meses a crise que hoje nos aflige - a todos - lançando--nos numa disputa eleitoral, ganhe quem ganhar - PSD ou PS - haja ou não coligações, à direita ou à esquerda?

Depois, o CDS/PP vai estar contra o PSD, a disputar-lhe o terreno, palmo a palmo, como se percebeu no Congresso de Viseu. Os Partidos da extrema-esquerda radical não se entendem, como se tem visto, mas estarão ambos contra Sócrates, o que só o reforça, no interior do PS. Mas nenhum partido quer realmente deitá-lo abaixo. Para ficar pior? Quer fritá-lo em lume brando, o que é diferente. Com a excepção, talvez, de Passos Coelho, porque está, cada vez mais, a sofrer pressões internas nesse sentido.

Quando o País acordar dessa campanha eleitoral, que só desacreditará os Partidos - os políticos e o País - quem terá condições efectivas para governar e nos tirar da crise? E por quanto tempo? Passos Coelho? Outra vez, Sócrates? À beira da bancarrota, o Povo Português estará então, desesperadamente, a pedir um governo de salvação nacional ou até: um salvador (que felizmente parece não ser fácil encontrar) visto não estarmos nos anos trinta do século passado...

No meu modesto entender, só uma pessoa, neste momento, tem possibilidade de intervir, ser ouvido e impedir a catástrofe anunciada: o Senhor Presidente da República. Tem ainda um ou dois dias para intervir. Conhece bem a realidade nacional e europeia e, ainda por cima, é economista. Por isso, não pode - nem deve - sacudir a água do capote e deixar correr. Como se não pudesse intervir no Parlamento - enviando uma mensagem ou chamando os partidos a Belém - quando estão em jogo, talvez como nunca, "os superiores interesses nacionais". Tanto mais que, durante a campanha eleitoral para a Presidência, prometeu exercer uma magistratura de influência activa. Não pode assim permitir, sem que se oiça a sua voz, que os partidos reclamem insensatamente eleições, que paralisarão, nos próximos dois meses cruciais, a vida nacional, em perigo iminente de bancarrota.

Se não intervier agora, quando será o momento para se pronunciar? É uma responsabilidade que necessariamente ficará a pesar-lhe. Por isso - e com o devido respeito - lhe dirijo este apelo angustiado, quebrando um silêncio que sempre tenho mantido em relação ao exercício das funções dos meus sucessores, no alto cargo de Presidente da República.

E, já agora, seja-me permitida uma última nota. Também não me agradou nada o exemplo que o Senhor Presidente deu aos nossos jovens, apontando-lhes os também então jovens, que se bateram - a maior parte deles forçados - nas guerras coloniais do salazarismo. Inúteis, como se viu, obsoletas e altamente prejudiciais para Portugal. Foi uma forma de esquecer o sentido essencial do 25 de Abril que, aliás, tantas vezes, elogiou - e bem - nos últimos anos. Podendo, com este exemplo infeliz, lesar as excelentes relações que temos vindo a construir, no quadro da CPLP. Sobretudo, quando essas relações nos são tão necessárias, no momento de crise que atravessamos.

Artigo de Opinião de Mário Soares publicado no Diário de Notícias (22/03/2011)

segunda-feira, 14 de março de 2011

CNOTÍCIAS.NET: Entrevista a Miguel Baptista


Miguel Baptista

Pode consultar AQUI a Entrevista do dia a Miguel Baptista, publicada hoje no CNOTÍCIAS.NET.

domingo, 13 de março de 2011

Ana Gouveia no Secretariado da Federação do PS


Ana Gouveia

Na reunião da Comissão Política Distrital de Coimbra do Partido Socialista, realizada hoje, 13 de Março, foi eleito o Secretariado da Federação. Ana Gouveia, que integra a Comissão Política Concelhia do PS e é Vereadora na Câmara Municipal de Miranda do Corvo, faz parte do novo Secretariado da Federação liderada por Mário Ruivo.

Depois de ter conseguido uma forte presença na lista da Comissão Política da Federação, eleita no último congresso, o PS Miranda do Corvo tem assim um representante no órgão executivo do Partido a nível distrital.

Além de Mário Ruivo, Presidente da Federação, e de Ana Gouveia, integram o Secretariado os seguintes elementos: Carlos Castanheira, Cristina Martins, Dulce Coimbra, Joel Vasconcelos, José Iglésias, José Soares, Lúcia Marisa Malva, Luís Ribeiro, Luís Santarino, Manuel Guinapo, Nuno Costa, Vasco Sousa Martins, Lurdes Castanheira (Coordenadora do Departamento Federativo das Mulheres Socialistas) e Rui Duarte (Presidente da distrital da JS).

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Publicadas restantes 4 Resoluções da Assembleia da República sobre o Metro

Depois de ter sido publicada a Recomendação N.º 13/2011, foram publicadas hoje no Diário da República as seguintes Resoluções:







terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Resolução da Assembleia da República sobre o Metro

Foi hoje publicada no Diário da República a Recomendação da Assembleia da República sobre o Metro e que havia sido aprovada por unanimidade.

(Extracto do Diário da República, 1.ª série — N.º 32 — 15 de Fevereiro de 2011)

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Noticia Diário de Coimbra

Saúde - Está inaugurado o novo Hospital Pediátrico de Coimbra - RTP Noticias, Vídeo

Saúde - Está inaugurado o novo Hospital Pediátrico de Coimbra - RTP Noticias, Vídeo

Há vontade de continuar o Metro Mondego, disse Sócrates



O primeiro-ministro, José Sócrates, garantiu este sábado (5), em Coimbra, que o Governo possui “vontade” de continuar com o projeto do Metro Mondego, embora adaptado à nova realidade financeira do País.

No discurso que proferiu durante a inauguração do novo Hospital Pediátrico de Coimbra, José Sócrates aludiu ao Metro Mondego e à autoestrada do Centro como exemplos de investimento público que o País tem “obrigatoriamente” de adaptar “à nova situação financeira”.

“Estamos a dar o nosso melhor para que esses projetos continuem, agora adaptados a essa nova realidade. O que quer dizer que o calendário tem de ser um pouco mais longo porque não temos as condições financeiras para prosseguir”, frisou.


Cerca de uma centena de manifestantes, a maioria em defesa do Metro Mondego, marcou presença numa rotunda da circular externa de Coimbra, junto ao edifício do novo hospital pediátrico, em protesto contra a suspensão do projeto.

No entanto, os automóveis da comitiva do primeiro-ministro passaram praticamente despercebidos pelo local – sem batedores policiais a abrir caminho – e os protestos e palavras de ordem foram, praticamente, inexistentes.

Na cerimónia, José Sócrates disse que o executivo “tem feito o seu melhor para manter um programa de investimento publico”, mas “tem contado com muitas incompreensões” na Assembleia da República, da parte de “alguns” grupos parlamentares.

“Passam as semanas a dizer ‘pare os investimentos’ (…) Mas esses mesmos deputados, quando se chega a determinadas zonas do país, dizem ‘prossiga com os investimentos’. Isso é que não pode ser, ou paramos ou prosseguimos”, declarou.

O primeiro-ministro definiu o novo hospital pediátrico como “mais uma referência, um ícone de Coimbra”, que se junta a outros “símbolos” da cidade sobre os quais manifestou “orgulho” em ter “contribuído” enquanto governante.

Da lista destacou o programa Polis de requalificação da zona ribeirinha do Mondego, o novo edifício do Conservatório, a requalificação das escolas Avelar Brotero e D. Maria, Mosteiro de Santa Clara-a-Velha e Museu Nacional Machado de Castro e investimentos em curso na Universidade.

“Em termos de qualidade de vida urbana e de projetos emblemáticos em Coimbra, estes últimos anos comparam muito bem com os anos anteriores”, sublinhou.

Novo hospital já tem nome
Ontem (5), a ministra da Saúde anunciou ainda o novo nome do pediátrico: a unidade de saúde vai ostentar o nome de Henrique Carmona da Mota, o pediatra ligado à criação da unidade de saúde em 1977.

“É uma figura ímpar, com reconhecidas qualidades pessoais e profissionais, que motivou e orientou a formação de gerações de profissionais”, disse Ana Jorge.

“É deixarmos a nossa memória bem registada. É importante que as gerações vindouras reconheçam os factos históricos e aquilo que foi um marco de desenvolvimento”, acrescentou.

Henrique Carmona da Mota, que foi diretor clínico do HPC durante mais de dez anos, congratulou-se hoje com a inauguração do novo edifício, em representação do hospital e “em nome dos pioneiros, das crianças que ali [no edifício antigo] foram cuidadas e das que aqui continuarão a sê-lo”, sublinhou a ministra.
(TEXTO E FOTOS DE AS BEIRAS Online, 5 de Fevereiro de 2011)

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Metro Mondego: Tomada de posição dos vereadores do PS na reunião de Câmara

O Sistema de Mobilidade do Mondego constitui um elemento fundamental para o desenvolvimento do nosso concelho, tal como o foi o Ramal da Lousã durante mais de um século. Depois de meses de incerteza, de alguma angústia, ontem realizou-se uma importante reunião entre a Tutela e os três Presidentes de Câmara e que, de acordo com as declarações prestadas pelos intervenientes, nos permite retirar as seguintes conclusões:

1- A solução ferroviária em metro de superfície foi assumida em definitivo pelo Governo;

2- Irá ser lançado em breve o concurso da empreitada relativa ao troço Alto de São João/São José, seguindo pela Solum. O concurso da empreitada do troço São José/Portagem será lançado no segundo semestre de 2011;

3- A empreitada relativa a carris, catenária e outros trabalhos complementares será levada a cabo depois da execução das empreitadas anteriores;

4- Prevê-se a entrada em funcionamento do serviço de metro de superfície entre Serpins e a Portagem daqui a três anos (2014);

5- Foi decidido criar uma Comissão, constituída por representantes das três Câmaras Municipais, da Secretaria de Estado e da Metro Mondego, e que terá como principal missão retirar dos cadernos de encargos tudo o que não seja essencial à concretização do projecto.

Perante estes sinais de esperança, podemos afirmar que se começa a ver a luz ao fundo do túnel. Claro está que gostaríamos de ver as obras concluídas dentro dos prazos previstos inicialmente. Porém, atendendo à situação que o País vive tal não é possível, pelo que devemos actuar com responsabilidade e trabalhar em conjunto com o Governo tendo em vista a concretização do projecto de acordo com a nova calendarização apresentada.


Miranda do Corvo, 3 de Fevereiro de 2011.

Os Vereadores do Partido Socialista,

Miguel Baptista
Ana Gouveia
João Carvalho

Metro: "Finalmente há uma saída no processo"

(Diário de Coimbra, 03/02/2011)

"Forças vivas" de Vila Nova projectam futuro da Casa dos Reis

(Diário de Coimbra, 01/02/2011)


Comissão para retirar despesas a mais no projeto do Metro

AS BEIRAS Online (03/02/2011):
Consulte AQUI notícia completa que inclui audio das declarações feitas, no final da reunião de ontem, pelo Secretário de Estado dos Transportes e pelo Presidente da Câmara de Coimbra.

O Governo vai adjudicar, dentro de semanas, as obras entre o Alto de S. João e S. José. A garantia foi ontem dada aos autarcas pelo ministro António Mendonça e o secretário de Estado Correia da Fonseca.

Mas para que tal seja possível, a intervenção já terá em conta as indicações saídas da comissão criada pelas câmaras, secretaria de Estado e Metro Mondego. Esta entidade terá um único objetivo: retirar “gorduras” do projeto. Ou seja, ver de que forma é “que é possível poupar” para que as obras avancem.

Desta forma, o projeto de requalificação da Praça 25 de Abril, junto ao Estádio Cidade de Coimbra, não será realizado. No fundo, e como referiu Correia da Fonseca, não será possível concretizar a “forte componente de reabilitação urbana” que o projeto tinha. A mesma medida será tomada no troço entre S. José e a Portagem, cujo concurso deverá ser lançado pouco tempo depois do traçado na Solum.

Para que tal seja possível, o Governo não vai avançar agora com a colocação dos carris e das catenárias – necessários para a circulação das carruagens. Esta verba, segundo o Governo, ajudará, em conjunto com as poupanças conseguidas dentro da cidade de Coimbra, a que as obras avancem entre o Alto de S. João e o Largo da Portagem.

Só depois o Governo lançará as obras de colocação das catenárias e dos carris. Esta reprogramação atira, como anteontem referiu o secretário de Estado, o projeto para 2014, sendo esta a nova data prevista para que a população da Lousã e Miranda do Corvo possa fazer a viagem em metro para a cidade de Coimbra.

Coimbra-B é essencial
João Paulo Barbosa de Melo foi o porta-voz dos autarcas. O presidente da câmara de Coimbra salientou a importância que tem a manutenção do projeto em ferrovia, bem como a disponibilidade revelada pelos autarcas para que se encontrem formas de diminuir os gastos com a intervenção nos três concelhos.

Apesar da satisfação, o autarca não se esqueceu de lembrar que a intervenção não pode ficar na Portagem. Na sua opinião, é essencial que vá, pelo menos, até Coimbra-B. “É essencial que assim aconteça, porque só no seu todo o projeto é sustentável”, frisou.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Metro: Mais sinais de esperança

Serpins-Portagem por Metro até 2014
(AS BEIRAS Online, 01/02/2011)

O Ministério das Obras Públicas vai anunciar aos autarcas de Coimbra, Lousã e Miranda do Corvo a conclusão do troço ferroviário entre Serpins (Lousã) e Portagem (Coimbra) até 2014, disse fonte ministerial.

A nova recalendarização do projeto Metro Mondego, que está suspenso pelo Governo, vai ser apresentada na quarta-feira aos municípios abrangidos por aquele sistema.

De acordo com um documento da tutela, a que a agência Lusa teve acesso, a conclusão dos trabalhos em curso, o lançamento dos concursos de material circulante e equipamentos e mobiliário de estações terão como horizonte temporal o ano de 2014.

Desde o início de 2010 que estavam em curso duas empreitadas superiores a 50 milhões de euros, entre Serpins (Lousã) e Alto de São João (Coimbra), no âmbito do Sistema de Mobilidade do Mondego, que prevê a instalação de um metro ligeiro de superfície na Linha da Lousã e na cidade de Coimbra.

Em novembro, a Refer – Rede Ferroviária Nacional – ordenou aos empreiteiros a supressão dos trabalhos relacionados com a plataforma da linha, assentamento de carris e construção da catenária, um investimento que rondaria os 13 milhões de euros.

Estas obras, que deveriam estar já concluídas, foram suspensas devido a constrangimentos financeiros resultantes da aprovação do Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC) III.

Na sequência dos trabalhos desenvolvidos, foram removidos os carris e as populações estão a ser servidas por autocarros.

“O Governo pretende rever o projeto, sem tabus, reduzindo custos onde possam ser reduzidos (nomeadamente intervenções urbanísticas que não devem ser a Metro do Mondego a suportar mas as respetivas Câmaras) e verificar se existem formas mais eficientes de garantir o mesmo nível de serviço às populações, com custos de investimento e de operação inferiores”, refere o ministério das Obras Públicas.

No mesmo documento, o Governo propõe ainda que a rede de transporte público regional seja coordenada por uma autoridade supramunicipal de transportes, que poderá passar pelo aproveitamento da sociedade Metro Mondego, cuja extinção foi decretada pelo Governo para reduzir custos.