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quinta-feira, 10 de julho de 2008

Chegou a hora!

O título é a expressão do Secretário de Estado das Obras Públicas e das Comunicações, Paulo Campos, no lançamento da concessão rodoviária no Pinhal Interior.
Uma das principais estradas a construir é o IC3, em perfil de auto-estrada e numa extensão de 95 quilómetros. A concessão integra ainda outras vias da rede rodoviária nacional, como a construção da EN 342, assim como requalifica outras existentes, fundamentais para melhorar a acessibilidade e a mobilidade da região Centro. Pretende ainda: diminuir o tempo de percurso; diminuir a sinistralidade em cerca de 40%; aproximar o interior do litoral; fixar as pessoas mas também fixar o investimento.
Para Paulo Campos, a nova concessão representa um “investimento social” e a solidariedade do Estado Português para construir “um País mais coeso territorialmente”. Uma obra que, de tão importante, anda a ser apresentada em todas as autarquias, com pompa e circunstância, é certo, mas também com uma eficiência que arruma qualquer crítico. Quase ao mesmo tempo, uns dias antes, era lançado um importante concurso público internacional para o material circulante do Sistema de Mobilidade do Mondego. As obras dos interfaces de Ceira, Miranda do Corvo e Lousã já decorrem, devendo estar terminadas até final do ano, num processo irreversível que, a partir de agora, só pode correr bem e depressa.

O Movimento de Defesa do Ramal da Lousã, promoveu uma viagem de autocarro para verem o que poderá ser o penoso regresso a casa de centenas de utentes pelo menos, durante dois anos. Já escrevi aqui, tem de haver muito cuidado, tratar muito bem os utentes nesta fase difícil das obras. Eles precisam de chegar a horas, de conforto, de ser tratados com dignidade, é preciso pôr esses interesses acima de quaisquer outros e zelar por eles porque, por enquanto, as estradas para Coimbra não são fáceis. No entanto, a única solução é fazer as obras o mais rapidamente possível para lhes dar as melhores condições. Como diz Ana Paula Vitorino, SET “A alternativa a não fazermos obras era não fazermos nada e continuarmos a deixar degradar o serviço que hoje temos no Ramal da Lousã”. A grande vantagem será proporcionar transportes públicos de elevada qualidade que os fundamentalistas do carro particular se vão sentir obrigados a usá-los.
Sente-se bem no discurso dos autarcas, PS e PSD, a satisfação incontida, a concretização de sonhos para as suas populações. Não escondem o quanto são importantes estes investimentos. Mesmo com as “bocas” dos Velhos do Restelo: para pagar em 60 anos? Onde está o dinheiro para tanto? Penso que ninguém vai parar nem o Metro nem o IC3.
Mas destes dois investimentos o que há a reter? Que a região de Coimbra vai ser beneficiada com um investimento brutal, com uma taxa de execução acima da média nacional. Que finalmente o Governo tem os olhos postos em nós, que finalmente Portugal não é só Lisboa e o resto é paisagem…
Artigo publicado no jornal As Beiras, da autoria da vereadora Socialista Ana Gouveia
10/07/08

sábado, 28 de junho de 2008

MIRANDA DO CORVO 2001/2009 OU A OPORTUNIDADE PERDIDA.

Ao longo destes anos de maioria Social-democrata coligada com o CDS, que confesso que de CDS não conheço ninguém nesta coligação, Miranda perdeu uma oportunidade de crescer e de se desenvolver ao nível de outros concelhos.
Em jeito de balanço destes quase 7 anos, facilmente concluímos que Miranda perdeu qualidade, este executivo encerrou serviços como o espaço internet, limitou o funcionamento de outros, como as piscinas municipais cobertas e da Biblioteca. Prometeu um sem número de obras estruturantes para o nosso concelho e delas apenas vimos as promessas pois estas nem do papel saíram, até os locais servem para mais promessas, são disso exemplo o Parque de campismo que vai dar lugar ao centro Educativo, no local do Pavilhão Multiusos será agora (ou nunca) o jardim da paz. Por falar em paz, esta sim seria bem-vinda ao nosso concelho.
Estes exemplos demonstram bem o desnorte deste executivo, como se as promessas eleitorais não bastassem fazem-se novas, entretanto fazem-se também umas festas e mandam-se uns foguetes para o ar e vai-se mantendo o pessoal distraído. Entretanto o emprego onde as pessoas possam ganhar algo que chegue para sustentar a família, só se for nos concelhos vizinhos, porque no nosso o máximo que se pode almejar, são uns míseros cento e picos euros por mês.
Entretanto vai-se cantando aos sete ventos que “Miranda está mais bonita”, mas… isto só me faz lembrar o mau aluno, que no teste escrito faz uns bonitos desenhos para confundir o professor da falta de estudo.
Está na hora do nosso partido se unir e colocar uma equipa que possa governar Miranda com qualidade, fazendo obras que de facto sejam mais-valias para o nosso concelho, uma governação que ajude a desenvolver o comércio e indústria locais, que dê esperança aos jovens de conseguir emprego, que demonstre que as pessoas valem pelo que são e não pelo cartão que apresentam, onde as instituições são apoiadas pelo seu valor e não pela cor partidária dos seus dirigentes.
João Paulo Fernandes
28/06/2008

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Governo do PS aposta nas acessibilidades

Como foi amplamente noticiado na comunicação social, o Senhor Primeiro-Ministro e o Senhor Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, presidiram, no passado dia 14 de Junho, em Conímbriga, à cerimónia de lançamento do concurso público internacional para a designada Concessão do Pinhal Interior, dando assim seguimento à Resolução do Conselho de Ministros que considerou esta concessão rodoviária um empreendimento prioritário.

A Concessão do Pinhal Interior, a desenvolver pela Estradas de Portugal em regime de parceria público-privada, terá uma extensão de 567 km e o investimento global será da ordem dos 772 milhões de euros. Este é, sem dúvida, um dos mais ambiciosos empreendimentos rodoviários lançados por este Governo.

A rede rodoviária assegura, em grande parte, o transporte de pessoas e mercadorias de e para qualquer parte do território. Por essa razão, as estradas desempenham um papel fundamental no desenvolvimento de qualquer região. Daí a importância do lançamento deste investimento que, no que a Miranda do Corvo diz respeito, vai de encontro ao previsto no programa eleitoral autárquico do PS em 2005.

O corredor do IC3 será aquele que o PS/Miranda sempre defendeu. Haverá uma ligação à Auto-Estrada A1 no nó de Condeixa e com a conclusão da EN 342 será reconhecido o papel fundamental desta via no desenvolvimento dos concelhos do interior do Distrito de Coimbra, os quais ao longo de muitos anos foram marginalizados pelos sucessivos governos.

O PS/Miranda enche-se de satisfação pelo facto desta iniciativa do Governo integrar as propostas eleitorais apresentadas em 2005. Pena é que a nova liderança nacional do PSD, de resto amplamente apoiada pelos seus pares de Miranda do Corvo, tenha vindo já colocar em causa todos os grandes investimentos que estão em marcha.

Mas o Governo não aposta só no desenvolvimento da rede rodoviária, também investe nos transportes colectivos, de modo a que os mesmos possam constituir uma boa alternativa ao transporte individual. Ora, um dos bons exemplos disso é o Sistema de Mobilidade do Mondego. A solução encontrada por este Governo, que nada tem a ver com a “não solução” do anterior Governo do PSD, irá beneficiar e muito os concelhos envolvidos no projecto.

Alguns de nós, ao longo dos anos, muitas vezes criticámos o projecto devido às fragilidades que o mesmo apresentava. Porém, o mesmo foi sendo corrigido e evoluiu para a solução actual, que parece ser a que melhor defende conjuntamente os interesses de Miranda do Corvo, Coimbra e Lousã. Além de constituir um elemento de integração e de reordenamento do espaço territorial dos três municípios, a solução encontrada é tecnicamente eficiente, amiga do ambiente e apresenta claras vantagens ao nível do conforto e da segurança dos utentes.

No entanto, o PS/Miranda lamenta que o PSD em Coimbra continue a boicotar o projecto não aprovando em definitivo o traçado proposto pela Metro-Mondego. De facto, o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Dr. Carlos Encarnação, que tinha apontado o Metro-Mondego como o principal objectivo do seu actual mandato, parece estar a preparar-se para eleger a inviabilização do projecto como um dos objectivos da sua anunciada candidatura a novo mandato. Mas, talvez os munícipes de Coimbra possam pensar doutra forma e, em 2009, retirar a direita do poder na Câmara Municipal de Coimbra.

Em conclusão e por tudo o que foi dito, hoje não é tempo de ir para a rua, de dar cobertura a boicotes ou de defender profundas alterações ao projecto. É tempo, isso sim, de dar as mãos e de todos juntos contribuirmos para a concretização do Sistema de Mobilidade do Mondego.

27/06/2008
Miguel Baptista

quarta-feira, 18 de junho de 2008

A solidariedade não se compra no talho!

A minha Miranda tinha que ser reconhecida por algo mais importante, do que a boa chanfana, bolas é a minha terra é a nossa terra!
Passaram mais de três anos desde que escrevi um pequeno texto onde manifestei o desejo que Miranda fosse desenvolvida com politicas no sentido ser designada a Capital Nacional da Solidariedade, porque acredito que independentemente das opiniões politicas ou religiosas a componente cívica e solidária, fazem culturalmente parte de todos os Mirandenses.
Apesar de pessoalmente não dispensar de quando em vez, uma boa “chanfanada”, regada pelo excelente vinho de Lamas e acompanhada com broa caseira da “Ti Clotilde”, sempre pensei que Miranda do Corvo não podia ser só a Capital da Chanfana.
- “Então Mário Gama, a tua Terra é Capital Nacional, Mundial ou Espacial da Chanfana?
- “Então Mário Gama, já que estás em Poiares prova aqui a verdadeira chanfana, lá em Miranda comes é um guisado de carne de cabra velha! Hi. hi - riso irónico e brincalhão do Presidente Jaime Soares, o verdadeiro culpado disto tudo! - Já que estás aqui vou mostrar-te o parque industrial, e ao ouvido às duas da manha me foi dizendo alguns meses atrás – Estamos agora no lote onde vai ser instalada a fábrica de enchidos da tua terra, agora vamos ver as obras do “aeroporto” de Poiares o Jardim das Palmeiras etc., etc. – orgulhos e vaidades de um Presidente.
Bolas, já chega! Perdemos o barco, lamentei desde início e sempre perguntei quem teve esta “macabraideia” de Miranda Capital da Chanfana.
Porque não promovemos antes, uma Região Demarcada da Chanfana, dinamizava e promovia o turismo e a economia de vários Concelhos.
Sem demagogia, o actual Executivo de Miranda, não conseguiu fazer no meu ponto de vista o mais importante, criar riqueza, promover a industria o emprego e efectuar obras verdadeiramente estruturantes para ao nosso concelho. Não aumentou o tecido empresarial, não realizou as prometidas acessibilidades rodoviárias e ferroviárias para os centros urbanos, mas aumentou o preço da água e os impostos municipais.
Agora que os Mirandenses já não tem o dinheirinho necessário para comprar a “cabra velha” e o vinhito para confeccionar tão típico repasto, o executivo pensou, pensou, pensou e decidiu. - È agora ou nunca! vamos ser uma Terra Solidária! - Temos o apoio do Prof. José Hermano Saraiva; – Sim é agora o momento certo! Quando o rendimento familiar está no limite da sobrevivência, o tecido empresarial não existe, só nos resta identificar os Mirandenses como solidários, é assim que os mais carenciados sobrevivem nas graves crises, nas guerras e catástrofes.
Estou verdadeiramente feliz, até que enfim que somos uma Terra Solidária, agora ninguém nos segura, temos uma bandeira, a da Solidariedade, sempre é mais nobre e eticamente correcta em tempos de crise, e quando já muitos Mirandenses só se lembram do cheiro da chanfana , estamos com sorte, a solidariedade não se compra no talho! Boa.
- Terras Solidárias, Minhas Senhoras e Meus Senhores de Miranda do Corvo, não são só as que possuem algumas infra estruturas de apoio aos jovens, às mulheres e aos idosos, são também aquelas terras em que o poder actua com políticas de desenvolvimento, perante as necessidades dos restantes cidadãos, os que trabalham; os que querem trabalhar e não têm emprego; os que querem deslocar-se facilmente não têm trem, não têm metro, não têm ponte no Cabouco e não têm alternativa nas Vendas de Ceira de acesso á estrada de Beira.
O mais grave, é esta Terra Solidária que só motiva a implantação de grandes supermercados, mas não motiva aqueles que tem objectivos e vontade de investir na Industria transformadora, enfim produzir algo, criar riqueza e postos de trabalho.
Aqui está a verdadeira e diferente visão de igualdades de oportunidades e de solidariedade ao alcance de todos para o nosso Concelho.
Perceberam a diferença? Ainda bem.
José Mário Gama – 17-06-2008